quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Debate: DSI x Anarcocapitalismo

Debate com Dário Pinheiro, membro do Bem-Te-Vis, grupo de estudos liberais da UFMA, sobre Doutrina Social da Igreja e Anarcocapitalismo.


sábado, 3 de dezembro de 2016

A Imitação do Mal

Há um ditado popular que diz que o diabo não cria nada, só macaqueia as coisas de Deus. No começo deste mês, o teólogo Leonardo Boff lançará seu novo livro pela editora Vozes, chamado "Imitação de Cristo". Sim, sua nova obra será uma tradução própria, com acréscimos, do livro cristão mais reproduzido no mundo depois da Bíblia, de autoria do monge agostiniano alemão do século XIV Tomás de Kempis.

A relação de Leonardo Boff com a Igreja sempre foi bastante conturbada. O ex-frade notabilizou-se, entre outras coisas, por defender a herética Teologia da Libertação, que prega uma falsa doutrina marcada pelo materialismo marxista e pela visão racionalista do Evangelho. Ambas posições condenadas pela Igreja há mais de um século. Além disso, Boff tem uma atuação política aliada a partidos que defendem declaradamente posições anti-cristãs condenadas pelo Magistério, como socialismo, aborto, ideologia de gênero etc.

A verdadeira "Imitação de Cristo", que prega uma ruptura pessoal com o mundo e com o pecado, será atualizada a partir de uma visão moderna do universo, do mundo e da vida humana, associando a Cristo a algumas causas militadas por Boff, como ecologismo com tendências panteístas, e, possivelmente, a visão subjetiva e sensualista de Deus que o teólogo apresenta em outros livros.

O fiel desavisado poderá comprar a obra pelo título pensando ser uma coisa, mas levará para casa outra.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A "justiça" de Luís Barroso

O Supremo Tribunal Federal, mais uma vez, chocou o país com uma decisão frontalmente contrária aos interesses e valores da população brasileira. Em um julgamento sobre a emissão de um habeas corpus a membros de uma clínica clandestina de aborto em Duque de Caxias-RJ, o ministro Luís Barroso proclamou que não considera crime o aborto realizado até os 3 meses de gestação. 

"A criminalização da interrupção voluntária da gestação atinge gravemente diversos direitos fundamentais das mulheres, com reflexos inevitáveis sobre a dignidade humana", proferiu o juiz. De acordo com Barroso, entre os direitos das mulheres atingidos com a criminalização do aborto estão a violação do direito à integridade física e psíquica, a violação à igualdade de "gêneros" (já que homem não engravida?) e a violação aos direitos sexuais e reprodutivos da mulher. Apesar de tratar de um caso específico e, tecnicamente, não legalizar o aborto, seu entendimento pode ser usado em julgamentos de outros casos, em instâncias inferiores. O seu voto foi seguido integralmente por Rosa Weber e Edson Fachin.

A decisão de Barroso foi feita sem base científica e filosófica nenhuma, valendo-se de achismos e suposições ideológicas, em um verdadeiro espetáculo de incoerência. O direito a vida da criança e a responsabilização da mulher e do parceiro pelos seus atos é totalmente negligenciada, bem como o incentivo à prática religiosa para educação dos cidadãos.

Em seu site oficial, há um artigo de 2014 chamado ONU e Justiça como objetivo em que o juiz revela que foi convidado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e pela Open Society Foundations para falar sobre "Justiça, Empoderamento Jurídico e Direitos Fundamentais" em Nova Iorque. Na palestra, que você pode ler neste link, Barroso já coloca a descriminalização do aborto como uma das metas essenciais a serem cumpridas em todo o mundo.

Coincidentemente, a Open Society é uma das organizações que mais investem em políticas progressistas no mundo, entre as quais estão a liberação do aborto, além da descriminalização das drogas, assunto sobre o qual o juiz já se mostrou igualmente favorável. Há semanas, num artigo chamado Quem é George Soros, falei um pouco sobre essa fundação e a sua atuação em diversos países, disseminando certas ações políticas, as quais são muito semelhantes a algumas decisões do despótico Luís Barroso.

Na decisão de ontem, Luís Barroso se pronuncia abertamente a respeito da interrupção de gravidez indesejadas. "Uma política alternativa à criminalização implementada com sucesso em diversos países desenvolvidos do mundo é a descriminalização do aborto em seu estágio inicial (em regra, no primeiro trimestre), desde que se cumpram alguns requisitos procedimentais que permitam que a gestante tome uma decisão refletida".

Ao contrário do que passa parecer, em "países desenvolvidos" como os citados pelo juiz, já há inúmeras denúncias de partes de bebês abortados vendidas clandestinamente para a indústria farmacêutica, como o escândalo do Planned Parenthood, nos EUA.


Além disso, Barroso não fundamenta de forma alguma, em nenhum âmbito, como um aborto não afronta diretamente o artigo V da Constituição Federal, que trata do primeiro dos direitos invioláveis: o Direito à Vida.

O raciocínio do juiz nos leva a crer que a descriminalização do aborto é pré-requisito para atingirmos certos desenvolvimento. Argumento estúpido! A jurisprudência que liberou o aborto nos EUA foi dada no caso Roe versus Wade, em 1974, quando o país já era uma potência econômica. Somente a partir da década de 60, países da Europa começaram a legalizar a prática. Em todos os casos, o número de abortos cresceu exponencialmente.

Agora nos resta saber se a população brasileira continuará a aceitar esse tipo de pronunciamento, até chegarmos ao ponto de pagarmos pelos abortos praticados indiscriminadamente no sistema público de saúde, ou se nos voltaremos contra esse poder que já demonstra, de modo claro, voltar-se gravemente contra o direito natural.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Papa Francisco liberou o aborto?



Apesar do papa mudar uma disposição do próprio Magistério da Igreja a respeito da penalidade do crime/pecado do aborto, nada pode ser mudado no que diz respeito a Justiça de Deus.

Neste vídeo, faço um comentário sobre a repercussão dada pela mídia e as consequências da última carta apostólica do papa Francisco "Misericordia et Misera".

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

O ódio a Cristo

As ocupações das escolas por todo o Brasil têm feito uma grande vítima: a Fé em Cristo. Após ser ocupado há 3 semanas por estudantes, o Colégio Cintra, em São Luís-MA, no bairro do Anil, teve sua capela totalmente depredada. Imagens sacras foram estraçalhadas, deixando somente o rastro do ódio e da destruição.

Em todo o Brasil, temos visto o tipo de linguagem promovida pelos participantes desses atos de ocupação. Por trás das reivindicações contra as medidas do governo Temer que, segundo os manifestantes, comprometem o futuro do país, sempre surge outros tipos de discursos subjacentes. São discursos de subversão e desprezo a autoridade e desobediência às regras, discursos de ódio aos "conservadores", aos "reacionários". Esses termos, apesar de vagos e abstratos, têm, no imaginário desses jovens, sua concretização  nas instituições e pessoas que guardem alguma ordem e tradição. São as instâncias de poder estatal, governantes, a Polícia, os próprios pais e professores e, acima de tudo, a Igreja, que guarda uma tradição bimilenar e fundamenta toda a nossa cultura, nossa moral, a qual eles querem subverter, substituindo-a por uma nova moral, não baseada na reta razão advinda de Deus, mas na sempre errante vontade humana.

Pois mais uma vez, esse discurso de ódio a tudo que é sagrado teve sua concretização em São Luís do Maranhão, em uma atitude de vandalismo covarde. Para aqueles que aguardam a Fé da Igreja em Nosso Senhor Jesus Cristo, isto deve ser incessantemente denunciado.




Quem é George Soros?

O jornal progressista britânico The Independent publicou recentemente uma matéria (leia aqui), colocando Georges Soros como a maior ameaça à "extrema-direita" no mundo. Isso, segundo a publicação, explicaria a perseguição empenhada contra ele na Europa e na América, onde ele é tido como um grande inimigo.

Porém, diferentemente do que diz o jornal, a verdadeira ameaça representada por Soros não é à "extrema direita" - muitos dos grupos que se opõem a ele são de esquerda - , o verdadeiro perigo representado pelo bilionário é às unidades nacionais, a estabilidade social nos países e a herança cultural particular de cada povo.

O mega-especulador húngaro-americano judeu é dono de diversos negócios no mundo todo e usa parte de sua fortuna para espalhar sua visão de mundo.  Ele é, individualmente, o maior doador a causas progressistas do planeta. Estima-se que ele já tenha doado cerca de 11 bilhões de dólares de sua fortuna para disseminar a sua ideologia. No site de sua organização, a Open Society Foundations (visite aqui), pode-se entender um pouco de seu pensamento.

Soros trabalha para o fim das fronteiras nacionais e a criação de um mundo multicultural, onde nasceria uma espécie de "novo homem universal". Isso o torna um grande entusiasta de temas que o auxiliariam na implantação deste objetivo final: políticas empenhadas em diminuir a força do ideal nacional e da identidade própria de cada povo, sua cultura, sua religião.

Entre as causas defendidas e financiadas pelo bilionário estão a criação organismos globais, o enfraquecimento das fronteiras, o fim das forças policiais nacionais, desarmamento da população, legalização das drogas, descriminalização do aborto para fins de controle demográfico, descriminalização da pedofilia, imigração, leis racialistas, leis feministas, ideologia de gênero etc. Tudo isso sob a máscara da defesa da democracia, da liberdade, dos direitos humanos e da paz mundial.

Soros foi um dos maiores financiadores da campanha de Hillary Clinton e é um grande entusiasta da União Européia. Por isso, o Brexit, no Reino Unido, e a eleição de Donald Trump, nos EUA, representaram uma grande derrota no avanço da agenda progressista. Esses dois episódios escancararam o descontentamento da população destes países com os efeitos da política globalista.

 No Brasil, além de ONGs, grupos e coletivos de esquerda, Soros financia o MST, black blocs e conhecidos veículos de mídia alternativa, como Mídia Ninja, Leonardo Sakamoto, Quebrando o Tabu, entre outros órgãos da imprensa e jornalistas, os quais não são nada independentes e seguem a risca a cartilha do milionário.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Flávio Dino e o ultraje a Igreja Católica

Flávio Dino mais uma vez ofende a Igreja e os católicos em suas redes sociais. Como se não bastasse no dia 15 de novembro ter feito elogios a Revolução Francesa, que matou centenas de católicos e tentou destruir a Igreja na França subjugando-a à causa revolucionária, hoje o governador do Maranhão fez uma publicação em sua página no Facebook comentando uma suposta teoria conspiratória "fascista" que associa o papa e o próprio Jesus Cristo ao "comunismo internacional".

É notório o desconhecimento do governador comunista sobre o tema, o qual ele deveria evitar. Entretanto, o que chama atenção é o seu despudor em publicar uma imagem provocativa que coloca o Sumo Pontífice junto a símbolos comunistas anti-cristãos.

Como já havia comentado em uma publicação anterior neste blog (Comunistas pensam como cristãos?), não são poucas as condenações da Igreja Católica ao Comunismo e todas as ideologias dela derivadas.

Ademais, diferentemente do que supõe Flávio Dino, não há em nenhum setor da Igreja, nenhuma teoria que associe o papa ao Comunismo Internacional. O que há, abundantemente, como sempre houve, são contestações sérias e embasadas ao determinadas publicações e declarações do papa que geram confusão a respeito de dogmas da Igreja, os quais o governador comunista não faz a mínima idéia de quais sejam, que interesses estão sendo colocados em jogo e sobre os quais deveria se manter calado.

Abaixo, segue uma lista de documentos da Igreja que condenam de forma clara o Comunismo como uma ideologia anti-cristã:

Rerum Novarum, sobre a condição dos operários. Leão XIII, 1891.

Quod Apostoli Muneris, Socialismo, Comunismo, Niilismo. Papa Leão XIII, 1878.

Notre Charge Apostolique, sobre os erros de Sillon. Papa Pio X

Quadragessimo Anno, sobre a restauração e o aperfeiçoamento da Ordem Social em conformidade com a Lei Evangélica. Papa Pio XI, 1931.

Divini Redemptoris, sobre Comunismo Ateu. Papa Pio XI, 1931.

Decretum Contra Communismum. Papa Pio XII, 1949.

Centessimus Annus, no centenário da Rerum Novarum. Papa João Paulo II, 1991.

Deus Caritas Est, sobre o amor cristão. Papa Bento XVI, 2005.



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Comunistas pensam como cristãos?

É vastíssima a quantidade de documentos do magistério da Igreja Católica que condenam o Comunismo em todos os seus aspectos, seja seus princípios filosóficos seja sua ação política. Apesar disso, alguns veículos da mídia brasileira têm publicado uma declaração do papa Francisco em que ele supostamente diz que "comunistas pensam como cristãos".

A declaração foi dada em uma entrevista para o jornal italiano La Repubblica na véspera das eleições nos EUA. Perguntado se ele via semelhanças entre uma sociedade nos moldes do pensamento igualitário marxista e a visão cristã, Francisco respondeu que "se há alguma semelhança, são os comunistas que pensam como cristãos" [e não o contrário]. A despeito dessa declaração polêmica, é necessário ser dito que não há, no mundo, instituição que mais levantou a voz contra o comunismo como a Igreja Católica.

O papa Leão XIII, considerado o inaugurador da Doutrina Social da Igreja, no início de seu pontificado publicou uma encíclica chamada Quod Apostolici Muneris, em que chama o comunismo de "pestilência mortal que serpenteia pelas vísceras íntimas da sociedade e a leva ao extremo perigo da ruína". O documento, publicado em 28 de dezembro de 1878, com uma precisão profética alerta toda a Igreja sobre os perigos dessa ideologia, a qual o próprio papa chamada de "religião política".

Além das perseguições físicas a Igreja promovidas por comunistas em diversos momentos da História, a ideologia marxista ataca diretamente as bases da Doutrina Social da Igreja. Por se voltar contra a propriedade privada, a livre iniciativa, ao mesmo tempo que sustenta o aumento do poder e da ação do estado, interferindo diretamente na liberdade dos indivíduos e das família, o marxismo pode ser considerado uma ideologia essencialmente anti-cristã.

Do mesmo modo, o pensamento revolucionário empenha-se em substituir a narrativa histórica trazida pela Igreja por uma visão de mundo baseada no conflito entre os vários atores sociais. O marxismo semeia a inveja, o ódio e gera a desordem para avançar seu projeto de poder onde quer que ele atue. Por esses e outros motivos, não faltam documentos da Igreja condenando esta ideologia nefasta que tantas mortes de cristãos causou no mundo inteiro.

O ápice dessas condenações feitas pela Igreja talvez se encontre na encíclica Quadragessimo Anno, do papa Pio XI, em que o pontífice alerta que, a despeito de muitos cristãos se voltarem para o socialismo moderado que surgia no início século XX, ele deveria ser radicalmente evitado, pois prega falsos ideias de redenção dos humildes para mascarar seus mais devastadores intentos.

Independente que qualquer interpretação que se queira fazer da declaração do papa Francisco, o que se pode concluir a luz do magistério e da História, é que não há nenhuma possibilidade de se afirmar que comunistas pensam como cristãos.




terça-feira, 15 de novembro de 2016

A celebração do golpe

Bastante irônico ver o nosso governador Flávio Dino celebrando em sua página no Facebook a proclamação da República. Seria o governador apoiador de um governo golpista? Além do golpe de 1889, o comunista também faz elogios aos revolucionários franceses de 1789, de quem importamos alguns símbolos da nossa república.

Diante disso tudo, Dino omite o fato histórico de que os revolucionários derramaram o sangue do povo francês, destruíram a tradição histórica da França, suas bases religiosas e inauguraram no mundo uma nova ideologia baseada na revolução. Os comunistas, filhos do jacobinismo sanguinário da revolução francesa, fizeram o mesmo por onde passaram.

 A república instaurada no Brasil, celebrada pelo comunista, sempre foi, desde o princípio, marcada pelo elitismo, pelo populismo, pela instabilidade institucional e pela sucessão de governos autoritários. 

Uma lástima sermos governados por alguém com visão histórica tão ideológica e tão destituída de qualquer criticidade verdadeira.

Brasil, um gigante rendido


Não é fácil diagnosticar de maneira precisa os problemas que afligem o Brasil e tornam nosso país essa eterna promessa malograda de grandeza. Entretanto, neste 15 de novembro, uma breve reflexão sobre a data que marca a proclamação da república nos traz certas questões que podem nos dar algumas pistas da origem do insucesso nacional.

Logo após a proclamação da República, o governo brasileiro se empenhou em apagar de todas as partes os símbolos e marcas do antigo Império, destituindo assim o país de sua identidade histórica e cultural construída ao longo de séculos. Essa perda de identidade, embora superficial, é, talvez, uma das questões mais cruciais desse novo regime que se estabelecia. Pois ela implicou na sucessiva difamação das heranças do Império e na construção artificial de novos símbolos e heróis nacionais que pouca relevância histórica tiveram na prática.

A República representou, portanto, uma drástica ruptura da tradição política, histórica e cultural autenticamente brasileira para a implantação de uma forma de governo estranha ao nosso povo, importada principalmente dos Estados Unidos, que tiveram uma formação nacional totalmente distinta da nossa. Embora as provas dessa americanização do Brasil sejam vastas, uma das mais simplórias e, também, mais marcantes, foi o hasteamento de uma nova bandeira do Brasil semelhante a americana, porém, nas cores verde e amarelo, no dia seguinte a instauração da república.

O que se sucedeu após o exílio da família imperial, foram governos brasileiros postos nas mãos de uma elite corrupta e ávida pelo poder. O país se viu desde então sem um rumo certo e sem os pré-requisitos mínimos para se formar uma nação grande, livre e soberana. Eleições fraudulentas, instabilidade institucional, poder na mão de corruptos e uma nação suscetível às falsas esperanças dadas por todo tipo de ideologia.

Isso fez com que, somente após uma sucessão de governos autoritários, o Brasil tivesse um projeto nacional um pouco mais adequado a sua grandeza. Algo, que, arrisco dizer, poderia ter sido alcançado se tivesse sido mantido o Império.

Qualquer país desprovido de uma identidade cultural forte, instituições firmes e descomprometida com seu povo e com um projeto nacional está sujeita ao fracasso. A República transformou o Brasil num gigante rendido!