segunda-feira, 3 de abril de 2017

Comida, diversão, arte e violência

Mais um crime envolvendo festas na Universidade Federal do Maranhão foi registrado na última sexta-feira 31. De acordo com as informações do blog do jornalista Diego Emir, a vítima prestou queixa na delegacia da Vila Embratel, relatando o ocorrido durante a Calourada Geral organizada pelo Diretório Central dos Estudantes da UFMA.

O crime ocorreu 7 meses depois da reitoria da universidade ter proibido festas nas instalações do campus. Em agosto de 2016, durante uma festa do I Encontro da Juventude Porra-Louca, do qual já falamos aqui no blog, o estudante Kelvin Rodrigues foi assassinado no Centro de Ciências Humanas, dirigido pelo censurador Francisco de Jesus Silva Sousa. Após a fatalidade, festas estavam suspensas na UFMA. Até a última sexta.

Parece não ser muito difícil das autoridades competentes da UFMA e os representantes do DCE entenderem que quando um local não pode oferecer segurança aos seus frequentadores, não pode haver nenhum tipo de evento com grande aglomeração de pessoas, principalmente eventos que envolvam bebidas alcoólicas. Entretanto, a insistência em realizar esse tipo de evento na instituição é justificada pelo fato de que esse tipo de "calourada" e outras "atividades culturais", na verdade, são usadas para propaganda ideológica e arregimentação de militância política entre os estudantes. Isso pode ser confirmado no material de divulgação da calourada distribuído na UFMA antes do evento, com pautas políticas e críticas ao governo federal.


Até o momento desta publicação, a página oficial do DCE/UFMA não se pronunciou sobre o crime. Mas não é difícil prever a justificativa que será dada, caso haja alguma. Pois com certeza usarão a mesma estratégia dos organizadores do evento "porra-louca", que quiseram de todas as maneiras colocar a fatalidade ocorrida em seu evento na conta do "conservadorismo", do "machismo", da "homofobia" e da "extrema-direita" para se eximirem da responsabilidade.

Elucubrações ideológicas das mais variadas para justificar fatos sociais como assassinato e estupro é o que não falta no imaginário político desses celerados. A pergunta que deve ser respondida é: quantas vítimas da insegurança na UFMA ainda teremos para que sejam satisfeitos o projeto político da esquerda na universidade?

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